Prevenção do câncer de mama: 4 hábitos que ajudam a reduzir o risco

O câncer de mama é um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres no Brasil e no mundo. Apesar da alta incidência, existem atitudes que podem contribuir para reduzir o risco de desenvolver a doença e promover mais saúde ao longo da vida.

Quando falamos sobre prevenção do câncer de mama, muitas mulheres pensam imediatamente na mamografia e nos exames de rotina. Entretanto, prevenir vai além de realizar exames: envolve compreender os fatores de risco, adotar hábitos saudáveis e cuidar da saúde antes mesmo de qualquer diagnóstico.

Por isso, neste artigo, você vai entender quais fatores podem ser modificados e como reduzir riscos. Também vai conhecer quais sinais devem ser investigados e por que o acompanhamento médico individualizado faz diferença.

O que é o câncer de mama?

O câncer de mama ocorre quando determinadas células da mama sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira descontrolada, podendo formar um tumor maligno.

A doença pode atingir mulheres de diferentes idades, especialmente com o avanço da idade. Embora seja muito menos frequente, também pode ocorrer em homens.

Além disso, seu desenvolvimento é multifatorial, ou seja, envolve a interação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais.

É possível prevenir o câncer de mama?

Embora não seja possível evitar todos os casos, existem medidas que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver câncer de mama.

A prevenção primária consiste em atuar antes do surgimento da doença, buscando modificar fatores de risco sobre os quais podemos agir.

Entre eles estão a inatividade física, o consumo de bebidas alcoólicas e o excesso de gordura corporal, especialmente após a menopausa.

Por outro lado, não podemos modificar fatores como o envelhecimento, determinadas alterações genéticas e o histórico familiar. Mas isso não significa que não podemos agir.

Afinal, esses fatores também precisam fazer parte da avaliação individual. Dessa forma, podemos identificar mulheres com maior risco e definir estratégias de acompanhamento e rastreamento adequadas a cada caso.

Por isso, a prevenção deve considerar tanto os hábitos de vida quanto as características individuais de cada mulher.

É justamente nesse contexto que a oncologia preventiva contribui para um cuidado mais amplo, baseado na identificação e na redução dos riscos modificáveis.

4 hábitos que ajudam a reduzir o risco de câncer de mama

Pequenas mudanças, mantidas ao longo do tempo, podem contribuir para a saúde da mulher e para a redução de fatores associados ao desenvolvimento da doença.

1. Pratique atividades físicas regularmente

Manter o corpo em movimento é uma das atitudes mais importantes para promover saúde.

A prática regular de atividade física está associada à redução do risco de câncer de mama. Além disso, contribui para o controle da gordura corporal, a saúde metabólica e a regulação de processos hormonais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, de maneira geral, que adultos realizem entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada, ou atividade vigorosa equivalente, além de exercícios de fortalecimento muscular.

Caminhar, pedalar, nadar, dançar e praticar exercícios orientados são boas alternativas.

O mais importante é escolher atividades adequadas à condição física e manter a regularidade.

2. Mantenha uma alimentação equilibrada

A alimentação participa diretamente da manutenção da saúde metabólica e do controle do peso corporal.

Priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais, feijões e outros alimentos minimamente processados é uma atitude importante para a saúde.

Além disso, vale reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e adotar um padrão alimentar equilibrado e sustentável.

Desembalar menos, descansar mais é um bom lembrete.

Embora nenhum alimento isolado seja capaz de impedir o desenvolvimento do câncer de mama, a alimentação desempenha um papel fundamental na promoção da saúde.

Por isso, devemos compreender a alimentação como parte de um conjunto de hábitos saudáveis que contribuem para a redução do risco da doença. Isso acontece especialmente por seus efeitos sobre o peso corporal e a saúde metabólica.

3. Cuide do peso corporal e da saúde metabólica

O excesso de gordura corporal, especialmente após a menopausa, está associado ao aumento do risco de câncer de mama.

O tecido adiposo não funciona apenas como reserva de energia. Ele também participa de processos hormonais, metabólicos e inflamatórios.

Após a menopausa, a gordura corporal ganha relevância na produção de estrogênios, hormônios que podem influenciar o desenvolvimento de determinados tipos de câncer de mama.

Por isso, o cuidado com a obesidade deve estar na lista de prioridades.

A avaliação da composição corporal, dos hábitos alimentares, da atividade física e das condições metabólicas pode fazer parte de um acompanhamento individualizado, com foco na identificação e no cuidado dos fatores de risco modificáveis relacionados à prevenção do câncer. 

4. Evite o consumo de bebidas alcoólicas

O consumo de álcool é um fator de risco comprovado para o câncer de mama.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe uma quantidade de álcool considerada segura em relação ao risco de desenvolver câncer. Mesmo pequenas quantidades podem aumentar esse risco, que tende a crescer conforme o consumo aumenta.

Isso acontece porque o álcool é uma substância carcinogênica, capaz de provocar danos ao DNA e influenciar mecanismos hormonais envolvidos no desenvolvimento do câncer de mama.

Por isso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas é uma medida importante de prevenção.

Quando o assunto é prevenção do câncer, quanto menos álcool, melhor.

Menopausa e câncer de mama: existe alguma relação?

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada por mudanças hormonais e metabólicas importantes. 

Durante esse período, podem ocorrer alterações na composição corporal, na distribuição da gordura e no metabolismo.

Mas qual é a relação dessas alterações com o câncer de mama?

Após a menopausa, os ovários reduzem significativamente a produção de estrogênio, e o tecido adiposo passa a ter um papel importante na produção desse hormônio.

Isso significa que mulheres com excesso de gordura corporal podem apresentar níveis mais elevados de estrogênio circulante, o que está associado ao aumento do risco de determinados tipos de câncer de mama, especialmente os que possuem receptores hormonais positivos.

Além disso, o excesso de gordura corporal está relacionado à resistência à insulina e a processos inflamatórios crônicos, mecanismos que também podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Por isso, cuidar do peso, da composição corporal e da saúde metabólica durante e após a menopausa é uma medida importante de prevenção primária do câncer de mama.

Qual é o papel da oncologia na prevenção do câncer de mama?

A oncologia é frequentemente associada ao diagnóstico e ao tratamento do câncer, mas nosso olhar está cada vez mais voltado à PREVENÇÃO.

A oncologia preventiva se concentra na identificação de fatores de risco e na orientação de medidas que podem reduzir a probabilidade de desenvolvimento de determinados tipos de câncer.

No câncer de mama, essa abordagem envolve compreender aspectos como obesidade, saúde metabólica, hábitos alimentares, atividade física, consumo de álcool, predisposição hereditária e exposições hormonais.

A avaliação individualizada permite reconhecer quais fatores merecem maior atenção em cada fase da vida.

Mais do que esperar o aparecimento da doença, a proposta é utilizar o conhecimento científico para promover saúde antes do diagnóstico.

Isso não significa oferecer garantias de prevenção, mas identificar oportunidades de cuidado baseadas em evidências.

Prevenir é cuidar da saúde antes do diagnóstico!

A prevenção do câncer de mama começa com informação de qualidade, escolhas conscientes e acompanhamento individualizado.

Embora nem todos os fatores de risco possam ser modificados, existem atitudes capazes de contribuir para a redução da probabilidade de desenvolver a doença.

Prevenir não significa ter controle absoluto sobre o futuro. Significa agir hoje sobre aquilo que pode ser modificado.

Cuide da sua saúde, esclareça suas dúvidas com profissionais qualificados e mantenha seu acompanhamento médico em dia.

Se você deseja olhar para sua saúde de forma preventiva, agende uma consulta. 

Será um prazer cuidar de você!

Este artigo possui caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individualizada.

Médica oncologista na Vila Mariana, São Paulo SP.

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Oncologista em São Paulo
CRM/SP 95853 | RQE 139685

Dra. Daniela Jafet

@dradanielajafet

Uma abordagem médica focada em você e na sua saúde a longo prazo.

Prazer, sou a Dra. Daniela Jafet Heinemann, médica oncologista com mais de 25 anos de formação, especialização pela UNIFESP e formação complementar no Hospital Israelita Albert Einstein e no MD Anderson Cancer Center.

Minha experiência de mais de 20 anos em oncologia, especialmente no câncer de mama, ampliou minha atuação para a prevenção e o cuidado da saúde da mulher antes, durante e após o câncer.

Hoje, integro esse conhecimento ao tratamento da obesidade, à saúde hormonal, metabólica e intestinal, com foco na prevenção de doenças, no envelhecimento saudável e na qualidade de vida.

Cuide da sua saúde com a atenção que você merece.

Se você busca cuidado médico integrado, preventivo e individualizado, com foco em qualidade de vida e longevidade, estou aqui para conversar sobre o seu caso.

Dra. Daniela Jafet Heinemann

CRM-SP 95.853 · RQE 139.685
Obesidade · Saúde Intestinal · Saúde Hormonal · Suporte Oncológico